Neste último 24 de agosto, um dos álbuns pop mais bem sucedidos, “Teenage Dream” completou 10 anos de lançamento. Marcado eternamente na indústria pelo sucesso comercial de seus singles, o masterpiece da carreira de Katy Perry emplacou 5 singles em #1 na Billboard Hot 100, lhe garantindo o Spotlight Award – até hoje conquistado somente por ela e Michael Jackson, que conseguiu a mesma façanha com o álbum “Bad”, em 1985.

Apesar de icônico, o álbum no seu período de estreia teve uma relação um tanto controversa com a crítica especializada. Ainda nos dias atuais estampa uma nota amarela no Metacritic – o que gerou memes sobre a avaliação da discografia de Perry -, mas por outro lado possui grande aceitação popular. A faixa de abertura e responsável pelo título do álbum é um marco para os fãs de pop. Quando a reinvenção das divas em 2010 passou a acontecer simultaneamente (com Rihanna em “Loud” e Lady Gaga no posterior “Born This Way”), Perry deixava para trás a imagem de “pin up poster dream” construída durante seu álbum de estreia, “One Of The Boys”, e apresentava ao mundo uma figura mais adocicada, sexualmente provocativa e letras repletas de trocadilhos. Com “California Gurls”, que contou com a parceria do rapper Snoopp Dogg, Perry marcou seu nome em qualquer lista de “maiores música de verão de todos os tempos” dos grandes veículos norte-americanos.

Katy Perry.

Apesar de frequentemente associado ao sucesso comercial, “Teenage Dream” acabou se tornando uma referência na indústria por ter sustentado um padrão de clipes extremamente bem produzidos, que expressam com fidelidade as propostas de cada canção. Isso sempre vinha com o toque cômico que Katy mantém nas pequenas histórias que conta – de um ursinho de pelúcia mandando o dedo do meio, passando por uma festa louca com a presença do Kenny G e sexo com extraterrestres.

“Teenage Dream” é o exemplo do que eras bem sucedidas representam em sua totalidade: escolha de singles, rádios, turnê e divulgação (tanto a parte da propaganda dos singles, quanto das performances televisionadas). Apesar de ser muito apontado como uma obra musicalmente genérica, o tempero de Perry torna tudo bem único e divertido. Também é extremamente pessoal, pois nele é possível se conectar com o ideal de amor construído na faixa “Teenage Dream” e ver tudo isso ir abaixo com “Not Like The Movies”, que encerra a obra. Mas durante toda a jornada, o ouvinte é levado à festa, à praia, encontra hinos de aceitação, relações conturbadas e também trágicas – como “The One That Got Away”, que sempre levanta corais emocionantes.

Um dos pontos mais altos fica por conta de “Who Am I Living For?”, onde a cantora expõe seus pensamentos sobre a criação cristã que teve e o caminho que decidiu tomar como uma cantora pop, frequentemente associada a um sex symbol. Até hoje é uma das melhores faixas em toda a discografia de Katy Perry.

O legado de” Teenage Dream” se consolida na estética, nas letras divertidas e na influência em cantoras pop de sucesso que viríamos a conhecer nos próximos anos – como Lorde, Dua Lipa e Camila Cabello. É o que os fãs frequentemente podem chamar de “pop perfection” com segurança, ao qual você pode recorrer para se divertir sem muitas pretensões.

Para finalizar, o maior destaque do álbum e certamente de toda a carreira de Katy Perry é “Firework”. A música nasceu com a intenção de ser sobre amor (romântico), mas durante o período de composição esse conceito de amor se expandiu para o amor próprio, aceitação e autoestima. Ela é tão memorável que todos os anos, no dia 4 de julho – dia da Independência dos Estados Unidos -, é possível ver a música crescendo no número de vendas e streams consideravelmente.

A capa de Teenage Dream, fotografada por Will Cotton.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui