O novo álbum do The Killers chegou provando o que os singles lançados anteriormente já prometiam: a banda parece ter abraçado de vez uma sonoridade mais pop.

Ao ouvir o “Imploding the Mirage“, é possível sentir uma nostalgia bem agradável aos ouvidos, possivelmente pela pegada new wave estilo anos 80 e 90.  As letras que compõem as faixas aqui são bem estruturadas, e me fazem pensar se Brandon Flowers não é um dos compositores mais subestimados dos anos 2000. Destaque também para os vocais do mesmo, que não decepcionam como sempre.

The Killers.

A faixa destaque do álbum fica para o primeiro single Caution”, cujo videoclipe é a primeira parte de um curta-metragem dirigido por Sing Lee. A música começa com uma abertura de vocais distantes que vai construindo um certo ambiente de tensão. Depois de aproximadamente 50 segundos, a bateria e o baixo se juntam para dar a virada chave no som e, o que parecia ser uma canção relativamente tensa, se transforma em uma experiência animada e ganha uma pegada mais otimista. Este single é basicamente o que definiu o tom do material.

Essa sonoridade foi uma agradável surpresa, mas não tão agradável quanto o solo de guitarra final feito por ninguém mais, ninguém menos que Lindsey Buckingham, ex-guitarrista do Fleetwood Mac.

A capa do sexto álbum de estúdio da banda.

Tive a sensação de que foi um álbum seguro: apesar de o grupo ter deixado um pouco de lado o estilo “hinos de arena”, ainda é possível perceber que a identidade da banda não foi perdida. No geral, não é o que dá para chamar de um álbum excelente, mas desce muito bem com bom drink na mão em uma noite solitária.

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