O décimo álbum de estúdio de Toni Braxton foi lançado no dia 28 e veio como um álbum composto de tudo o que esperamos de um álbum de R&B: Músicas para chorar, vibrar, dançar e cantar usando uma garrafa de vinho como microfone. 

O sucessor de Sex and Cigarettes, seu primeiro álbum em quase uma década de hiatus, Spell My Name veio igualmente excelente. Título este que não poderia ser mais apropriado: Toni co-escreveu praticamente todas as músicas, participou no processo de produção do álbum e claramente quer fazer com que seu nome seja lembrado como o Ícone que é. 

O contralto sexy que se tornou uma marca registrada de Toni desde “Unbreak My Heart” se faz presente em todo o álbum e mostra que seu alcance vocal ainda permanece intacto desde então. Sua habilidade de conseguir se encaixar em playlists para qualquer humor é impressionante e as colaborações escolhidas para o álbum parecem ter sido escolhidas a dedo. 

Apesar de curto, o álbum entrega qualidade do início ao fim. Até mesmo sua primeira faixa Dance, que pode ser considerada a música mais fraca do set, consegue ter potencial para se tornar um hit Pop. 

Chega a ser difícil escolher quais são os destaques, mas Do It consegue ser incrível, tanto em sua versão original quanto em sua versão Remix. Claro que a participação de peso de Missy Elliott faz toda a diferença e torna a batida da música ainda mais empolgante, apesar da letra que trata de um assunto razoavelmente pesado. 

Gotta Move On, fruto de uma parceria com H.E.R, é simplesmente uma masterpiece. O mesclado de uma batida lenta junto cordas agitadas e solos de guitarras criam um cenário perfeito para música que serviria como uma pílula pra superar um término traumático. 

Happy Without Me é outro destaque que pode ser considerada uma das melhores gravações já feitas por Braxton. A melodia e os vocais poderosos acompanham a igualmente marcante letra: “Nothin’s bruised but my ego/Nothin’s hurt but my Pride”

De alguma forma, Toni Braxton conseguiu repetir seu feito do álbum anterior de entregar músicas que espelham a sonoridade clássica do R&B juntamente com a contemporaneidade de uma artista com décadas de experiência que se manteve atualizada em todos estes anos. Definitivamente, está entre o meu top 10 do ano. 

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